Queridos Leitores

Queridos Leitores, abri este blog para publicar minhas pequenas crônicas do cotidiano e outros escritos que já conquistaram meus fiéis amigos e amigos de amigos. Quando fico um tempo sem enviar algo, estes meus fiéis leitores reclamam. Por incentivo deles, resolvi tornar público estes escritos descontraídos. Grande parte das crônicas, são os infinitos micos ou saias justas que já fazem parte da minha personalidade. Sempre com vocês, Cidinha.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Até que o divórcio os separe

Estou morando em Salto há três anos. Desde que nos mudamos para cá, meu filho caçula e a minha filha do meio se separaram. No primeiro caso, acabou no litigioso. No segundo, a briga pelos direitos de cada um começou, uma semana depois da separação de corpos. Dai que como uma avó muito presente, pergunto: Como ficam os filhos?
Os filhos são sempre as maiores vítimas da separação dos pais. Principalmente quando são ainda crianças. O que percebi, em diversos casos, dentro e fora da família, é que as crianças ficam no meio de uma briga entre crianças/adultas, feridas e birrentas.
Hoje, ao ler uma revista regional, a TAPERÁ, edição número 13 de Abril/Maio de 2015, deparei-me com dois artigos que vieram de encontro com este meu momento familiar. O primeiro artigo é sobre o mundo ideal da mulher após a separação. De Mirian Goldemberg ´- articulista da folhaPress e antropóloga. " mulheres se sentem invisíveis quando são ignoradas e rejeitadas pelos homens após a separação". É um texto curto e a autora não se aprofunda muito no assunto, mas as poucas linhas já possuem conteúdo suficiente para muita discussão. Miirian Goldemberg fala sobre o mundo ideal feminino no qual a mulher deseja que todos os homens que amou fiquem em sua vida como os melhores amigos. Elas sempre se perguntam: " Por que depois de tantos anos de amor, intimidade e cumplicidade não podemos ser amigos?".

Não tenho dados científicos que comprovem esta teoria, mas o que pude perceber em diversas situações é que o homem, quando sai do relacionamento, refaz a sua vida amorosa e profissional rapidamente ( pelo menos em grande parte) e a mulher não, Principalmente se tiver filhos pequenos. Muitas, sem o amparo dos familiares, principalmente, da mãe, como garantia dos cuidados com seus filhos e o amparo do pai como uma figura protetora, senten-se desamparadas e impedidas de viver e vivenciar a vida livremente. Em muito casos alimentam e cuidam fisicamnte da criança, mas pecam em lhes dar amor incondicional, atenção e segurança, Por causa do sentimento de desamparo e rejeição, acabam por impedir ou dificultar a convivência paterna. Fato este, gerador de discórdia, brigas e vinganças de ambos os lados!
É aí que entra o segundo artigo: O papel dos avós na saúde física e mental dos netos - Por Suzana Herculano-Houzel - articulista da folhaPress e neurocientista.

Segundo Suzana, o que importa nas teorias sobre evolução é a perpetuação das espécies por indivíduos que conseguem se reproduzir, passando seus genes adiante. O que acontece depois é biológica e evolutivamente irrelevante.Porém na realidade a história não é bem assim. " Em várias espécies, nas quais as fêmeas permanecem em bandos, avós-elefantes, avós-leoas, babuínas e chipanzés tem a oportunidade de interagir com seus netinhos. O neurocientista Stephen Suomi, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano nos EUA, aprendeu com o seu orientador, que filhotes de macaco reso criados sem a mãe e sem carinho, crescem com um leque de distúrbios sociais e de ansiedade. 
Suomi descobriu que a introdução de macacos idosos, experientes cuidadores e voluntariamente carinhosos, faziam vingar netinhos saudáveis e bem integrados socialmente. De contra partida esses netinhos mantinham os avós revigorados.
Esta experiência demostra que não basta ter alguém que os alimente e proteja. É necessário carinho e amor para ter um desenvolvimento emocional saudável.

Nem todos os avós possuem estas características, mas na maioria dos casos os avós representam o porto seguro para os netos de pais separados.

Costumo chamar a minha geração de pais cangurus. Boa parte dos filhos voltam para a "bolsa" da mãe e muitas vezes trazem consigo seus filhos, maridos e esposas. Quando não o fazem fisicamente, fazem emocionalmente. Se serve de consolo isto os fará, segundo esta pesquisa de Suomi, revigorar. Estamos próximos do dia das mães, bora avós de plantão, como eu, paparicar os netos e netas para garantir a saúde física e mental dos pestinhas!!!!










Nenhum comentário: