Queridos amigos leitores, esta publicação foge um pouco do estilo que vocês estão acostumados, já tenho há uma semana um cronica prontinha para publicar - O Siso da Mamãe - porém ao ler o caderno "COMIDA" da FSP, não resisti compartilhar com vocês neste espaço.
A Milly é irmã do meu genro. Porém apesar de sermos quase parentes, temos poucas oportunidades de conversar pessoalmente. Sou fã de tudo o que ela publica. Só não li ainda o seu último livro, infelizmente.
Cada vez mais, acredito que a minha filha Fabí, entrou para a família certa; pelo menos a mãe e a Milly, pagam lá seus micos de vez em quando... São italianos e nós espanhóis - o que resulta numa família que fala pelos cotovelos e sem medo de errar!
No caderno "Comida" de hoje, além das deliciosas receitas que sempre são publicadas, havia um artigo sobre cachaça. Neste artigo tem o depoimento da Milly. Achei muito legal e resolvi postar para vocês! Infelizmente é só um resumo porque não consegui "colar" direto da folha.
Aqui vai o resumo:
" DO DIA EM QUE A CACHAÇA ME FEZ VOLTAR A ACREDITAR NA HUMANIDADE
Meu apego pela cachaça começou há sete anos, quando passei a frequentar o sul de Minas Gerais.
...Alternandocom goles de cerveja, acabei me apegando ao gosto e introduzi a cachaça à rotina etílica do fim de semana. ... Um telefonema finalmente fez com que toda essa involuntária preparação ganhasse cor. Era o convite para fazer uma degustação de cachaça para o Comida.
À mesa com mais de uma dúzia de copinhos ao alcance das mãos, e acompanhada de três craques do gole - Manoel Beato, sommelier do Fasano, Mauro Marcelo Alves, jornalista especializado em bebida, e Leandro Batista, mestre-cachacista - eu me senti como um garoto que é convidado para bater bola com Neymar e Ganso.
...quando vi Beato e Mauro com um potinho vazio no colo...O que é isso? , perguntei. "Para cuspir"... Mas vocês não engolem?
Em mim, se houve uma dúvida em relação ao que fazer, ela não durou um segundo: estava dicidida a engolir. E. assim, encarei os dez copinhos, que viraram 14 no decorrer da degustação.
A consciência de que estava bebendo as melhores cachaças, com os maiores especialistas,ouvindo um cachacista dar explicações técnicas, minuciosas e apaixonadas, e que ainda receberia por isso, me fizeram voltar a acreditar na humanidade. " .
Eu estive nesta mesma fazenda, Dona Carolina,em Itatiba-SP, no ano passado com a Pat e o Mauro( meu genro). Eles estavam passando férias lá e eu e Gil , my husband, fomos no Sábado, para uma visita ao local. Tirei fotos legais do alambique e aprendi a diferença entre pinga e cachaça; a pinga passa por uma filtragem apenas, já a cachaça passa por três e depois é armazenada em barris de madeira. Conforme o tipo de madeira, muda o sabor da cachaça. Depois de conhecer o alambique, fomos todos até o bar para degustação dos diferentes tipos de cachaça e compras. Junto com a degustação, eles servem uma pimenta vermelha "biquinho", que parece uma pitanga pontuda e de sabor leve e adocicado. Dizem que é para limpar o paladar entre uma e outra degustação.Provei meio desconfiada e comprovei que, além de não ser ardida é deliciosa.
No texto da Milly, ela comenta que se apresentou como conhecedora e degustadora de cachaça há dez anos e em plena saia justa, diante do potinho para cuspir, que ela desconhecia, não titubeou e matou 14 copinhos! Ela não comentou se saiu carregada, mas se saiu "alta", com certeza foi com muita classe! Cheguei até a me sentir muito íntima dela, com diferenças à parte, porque sou do tipo que fico bêbada com um licor...
Eu degustei três tipos, fiquei bem "alegrinha" mas mantive a classe! A Pat além da degustação, ainda matou um drink , feito com cachaça e licor Blue. Aprendi como deixar o azul em cima; as bebidas são adicionadas por densidade. Descobri que preparar coquetéis requer um pouco mais de conhecimento além de apenas dosar as bebidas. Para uma novata degustadora de destilados, achei o must!
A Pat e Gil, saíram inteiros. Costumo brincar que são os alcoólatras da família . Apesar de ter um apuradíssimo paladar, taí uma profissão que eu jamais poderia ter: degustadora de bebidas alcoólicas!
Na volta do tour, para quem apreciar, tem degustação de café da fazenda moído na hora! Para os que estão "alegrinhos", aconselho tomar amargo!
Cidinha.