Queridos Leitores

Queridos Leitores, abri este blog para publicar minhas pequenas crônicas do cotidiano e outros escritos que já conquistaram meus fiéis amigos e amigos de amigos. Quando fico um tempo sem enviar algo, estes meus fiéis leitores reclamam. Por incentivo deles, resolvi tornar público estes escritos descontraídos. Grande parte das crônicas, são os infinitos micos ou saias justas que já fazem parte da minha personalidade. Sempre com vocês, Cidinha.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Milly Lacombe - Uma quase parente

Queridos amigos leitores, esta publicação foge um pouco do estilo que vocês estão acostumados, já tenho há uma semana um cronica prontinha para publicar - O Siso da Mamãe - porém ao ler o caderno "COMIDA" da FSP, não resisti compartilhar com vocês neste espaço.
A Milly é irmã do meu genro. Porém apesar de sermos quase parentes,  temos poucas oportunidades de conversar pessoalmente. Sou fã de tudo o que ela publica. Só não li ainda o seu último livro, infelizmente.
Cada vez mais, acredito que a minha filha Fabí,  entrou para a família certa; pelo menos a mãe e a Milly, pagam lá seus micos de vez em quando... São italianos e nós espanhóis - o que resulta numa família que fala pelos cotovelos e sem medo de errar!
No caderno "Comida" de hoje, além das deliciosas receitas que sempre são publicadas, havia um artigo sobre cachaça. Neste artigo tem o depoimento da Milly. Achei muito legal e resolvi postar para vocês! Infelizmente é só um resumo porque não consegui "colar" direto da folha.
Aqui vai o resumo:
 " DO DIA EM QUE A CACHAÇA ME FEZ VOLTAR A ACREDITAR NA HUMANIDADE
Meu apego pela cachaça começou há sete anos, quando passei a frequentar o sul de Minas Gerais.
...Alternandocom goles de cerveja, acabei me apegando ao gosto e introduzi a cachaça à rotina etílica do fim de semana.  ... Um telefonema finalmente fez com que toda essa involuntária preparação ganhasse cor. Era o convite para fazer uma degustação de cachaça para o Comida.
À mesa com mais de uma dúzia de copinhos ao alcance das mãos, e acompanhada de três craques do gole - Manoel Beato, sommelier do Fasano, Mauro Marcelo Alves, jornalista especializado em bebida, e Leandro Batista, mestre-cachacista - eu me senti como um garoto que é convidado para bater bola com Neymar e Ganso.
...quando vi Beato e Mauro com um potinho vazio no colo...O que é isso? , perguntei. "Para cuspir"... Mas vocês não engolem?
Em mim, se houve uma dúvida em relação ao que fazer, ela não durou um segundo: estava dicidida a engolir. E. assim, encarei os dez copinhos, que viraram 14 no decorrer da degustação.
A consciência de que estava bebendo as melhores cachaças, com os maiores especialistas,ouvindo um cachacista dar explicações técnicas, minuciosas e apaixonadas, e que ainda receberia por isso, me fizeram voltar a acreditar na humanidade. "  .
Eu estive nesta mesma fazenda, Dona Carolina,em Itatiba-SP,  no ano passado com a Pat e o Mauro( meu genro). Eles estavam passando férias lá e eu e Gil , my husband, fomos no Sábado, para uma visita ao local. Tirei fotos legais do alambique e aprendi a diferença entre pinga e cachaça; a pinga passa por uma filtragem apenas, já a cachaça passa por três e depois é armazenada em barris de madeira. Conforme o tipo de madeira, muda o sabor da cachaça. Depois de conhecer o alambique, fomos todos até o bar para degustação dos diferentes tipos de cachaça e compras. Junto com a degustação, eles servem uma pimenta vermelha "biquinho", que parece uma pitanga pontuda e de sabor leve e adocicado. Dizem que é para limpar o paladar entre uma e outra degustação.Provei meio desconfiada e comprovei que, além de não ser ardida é deliciosa.
No texto da Milly, ela comenta que se apresentou como conhecedora e degustadora de cachaça há dez anos e em  plena saia justa, diante do potinho para cuspir, que ela desconhecia,  não titubeou e matou 14 copinhos!  Ela não comentou se saiu carregada, mas se saiu "alta", com certeza foi com muita classe!  Cheguei até a me sentir muito íntima dela, com diferenças à parte, porque sou do tipo que fico bêbada com um licor...
Eu degustei três tipos, fiquei bem "alegrinha" mas mantive a classe!  A Pat  além da degustação, ainda matou um drink , feito com cachaça e licor Blue.  Aprendi como deixar o azul em cima; as bebidas são adicionadas por densidade. Descobri que preparar coquetéis requer um pouco mais de conhecimento além de apenas dosar as bebidas. Para uma novata degustadora de destilados, achei o must!
A Pat e Gil, saíram inteiros. Costumo brincar que são os alcoólatras da família . Apesar de ter um apuradíssimo paladar, taí  uma profissão que eu jamais poderia ter: degustadora de bebidas alcoólicas!
Na volta do tour, para quem apreciar, tem degustação de café da fazenda moído na hora! Para os que estão "alegrinhos", aconselho tomar amargo!
Cidinha.